A beleza nos salários: pessoas “pouco atraentes” ganham menos

A beleza nos salários:  pessoas “pouco atraentes” ganham menos

A beleza nos salários: pessoas "pouco atraentes" ganham menos

Quando penso que já vi tudo, quando penso que nada mais me pode surpreender, eis que surge um estudo que me, francamente, deixa desiludido. Porque mostra o quão a sociedade está dependente da beleza individual.

Quanto devemos investir na nossa imagem? De acordo com Iris Bohnet, da Universidade de Harvard, é conveniente porque ganharemos mais do que os outros. Os seus estudos mostram que, nos Estados Unidos, os homens bonitos ganham 5% a mais do que a média e os menos atraentes ganham 13% menos.

Além disso, um estudo realizado no Reino Unido apresenta dados semelhantes; no entanto, é na China que a “fealdade” é por demais penalizada, já que homens chineses menos bonitos recebem 25% abaixo da média, em comparação com os atractivos que ganham 3% a mais. No caso das mulheres, as mais atraentes recebem 10% a mais de salário, em comparação com as “pouco agraciadas”, que chegam a receber menos 31% menos, diz Iris Bohnet.

A beleza nos salários: pessoas "pouco atraentes" ganham menos

Em economia, é dito que pessoas bonitas têm um “premium beauty”, ou seja: vão ganhar mais dinheiro pelo facto de serem atraente, e no terreno político, são mais propensos a ser escolhidos.

Embora Daniel Hamermesh, economista e professor da Universidade de Londres, demonstre que a beleza não é um indicador de talento, maior desempenho e melhor capacidade de trabalhar no mundo real, em locais onde a beleza não é um indicador e é independente do aspecto físico, os salários tendem a variar.

Mas nem tudo é fácil para os mais belos.

Ser bonito também também representa algumas “desvantagens”, de acordo com a pesquisa realizada por Andreoni e Petrie: isto porque para além de despertarem inveja ao seu redor, podem decepcionar os seus familiares.

A beleza nos salários: pessoas "pouco atraentes" ganham menos

No estudo, foi solicitado a uma série de participantes a escolher parceiros para um exercício em equipa; Os primeiros a serem seleccionados foram os mais atraentes. Depois desse exercício, eles valorizaram o grau de colaboração e é daí que vem a surpresa.

Tanto o agraciado como o não tão, colaboraram da mesma maneira. No entanto, os demais parceiros penalizaram os atractivos por uma simples razão: tinham mais expectativas sobre elas e, portanto, esperava-se que realizassem mais.

Já o dizia Fernando Pessa: e esta, hein?

João Tavares

Imagens: divulgação A beleza nos salários: pessoas “pouco atraentes” ganham menos .  .
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