Amar mais de uma pessoa é possível…e viver com elas também

Amar mais de uma pessoa é possível...e viver com elas também

Já alguma vez te sentiste apaixonada por duas ou mais pessoas ao mesmo tempo?

Talvez já tenhas pensado que querias manter relações sexuais e amorosas com essas pessoas e aproveitar plenamente a companhia delas. Entretanto, temos tão entranhado o paradigma tradicional de que um casal é composto por dois indivíduos que só o pensamento de ter dois ou mais companheiros faz com que nos sintamos culpadas.

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É preciso ter muita ética e moral para manter relações com várias pessoas de forma satisfatória, posto que é necessária uma total sinceridade para poder viver a experiência de forma plena.

Pode parecer mais fácil mentir e viver uma relação aberta sem que as outras partes envolvidas o saibam, mas isso não permitirá vivê-la e desfrutá-la plenamente.

Além disso, qual é o mal em sentir amor e desejo por duas ou mais pessoas ao mesmo tempo? Pois, nenhum! Não há absolutamente nenhum motivo para te sentires culpada, sempre que estiveres a agir com sinceridade e honestidade, e essa é precisamente a parte complicada.

A primeira coisa a fazer para conhecer o poliamor é distingui-lo de outros conceitos com os quais, muitas vezes, ele é confundido.

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O poliamor é…

O poliamor não é um relacionamento livre. Num relacionamento livre, os dois integrantes da relacção procuram outros companheiros sexuais, mas não convivem nem costumam criar um vínculo além do sexual.

O poliamor nem tão pouco é um intercâmbio de casais, já que a troca de casais é simplesmente ter relações sexuais criativas com outros casais.

O poliamor não é um trio, porque não se trata só de sexo e sim de um relacionamento mais profundo com duas ou mais pessoas.

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O poliamor consiste em ter uma relação amorosa e sexual com várias pessoas ao mesmo tempo, e em fazer com que essa relação seja duradoura.

Evidentemente nem todos são felizes com as mesmas coisas, nem têm a mesma forma de ver e viver as relações. De facto, algumas pessoas são felizes em relacionamentos monogâmicos vivem-nos plenamente.

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Mas as infidelidades nos casais monogâmicos, às vezes, expõem a nossa natureza poliamorosa.

Quais são os benefícios do poliamor?

Um dos principais aspectos benéficos do poliamor é que não há possessão. Não possuímos ninguém e ninguém nos possui. Portanto, o poliamor acaba com algo que caracteriza um relacionamento monogâmico e que pode ir contra a natureza humana: a possessão da outra pessoa.

O sexo sem culpa e livre com outras pessoas é algo de que se pode desfrutar com um relacionamento poliamoroso. É preciso ser sincero a respeito do que se quer e como se quer desde o primeiro momento, sendo que dessa forma não haverá mal-entendidos e ninguém poderá cobrar nada a ninguém depois.

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Um relacionamento poliamoroso é uma relação na qual, provavelmente, a pessoa se sente mais satisfeita.

Inicialmente podes pensar que, se numa relação monogâmica há infidelidade, é porque existe uma insatisfação no relacionamento, e que se há uma relação poliamorosa é porque a pessoa se sente insatisfeita com seu primeiro companheiro.

Esta ideia foi desmentida por um estudo realizado pela psicóloga Melissa Mitchell, da Universidade da Geórgia, Estados Unidos, que entrevistou 1093 pessoas que mantinham relações poliamorosas e chegou à conclusão de que a procura de uma segunda pessoa não tinha nada a ver com a insatisfação com relação ao primeiro casal, já que a intimidade e a satisfação com relação ao primeiro companheiro aumentavam com o tempo.

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Quais são as principais dificuldades do relacionamento poliamoroso?

– O ciúme. O ciúme é inevitável até que a pessoa aprenda a dizer as coisas que a incomodam. Talvez incomode ver como as outras duas pessoas se beijam, mas se não dissermos nada, o problema nunca poderá ser resolvido ou comentado. Por ser muito bom ter ciúmes, devemos aprender a administrá-los e conhecer a sua origem.

– A comparação. Muitas vezes temos a tendência de nos compararmos com os outros em relação à beleza, inteligência, etc. Mas isso é absurdo. O que cada pessoa gosta na outra é único. O relacionamento amoroso é diferente entre cada pessoa.

– A possibilidade de formar uma família. O poliamor significa que é possível formar uma família e conviver com várias pessoas. Não é uma família no sentido tradicional, e sim um novo conceito de família diferente e mais aberto que pode trazer felicidade da mesma maneira.

– Os términos. O término de uma relação com uma das pessoas que formam um relacionamento poliamoroso é tão duro quanto o qualquer outro. O facto de te relacionares com várias pessoas não quer dizer que terminares com uma não doa. Se gostarmos de uma pessoa pelo que ela é, vai doer perdê-la, independentemente do relacionamento ser monogâmico ou poliamoroso.

– A aceitação dos outros. Uma das dificuldades que podemos encontrar na altura de esclarecer o tipo de relacionamento que queremos é explicar aos outros como desejamos que seja a relação. Por um lado, quando conhecemos alguém e queremos ter uma relação poliamorosa, a primeira coisa a fazer é esclarecer isso de forma a que fique bem claro.

Além disso, haverá a dificuldade de que as pessoas mais próximas (família e amigos) entendam essa forma de ver o relacionamento. De qualquer forma, não se pode esperar sempre a aceitação dos outros, pois às vezes é impossível obtê-la.

Como é possível que uma pessoa casada há 30 anos com a mesma pessoa possa entender que queiramos ter um relacionamento poliamoroso? Ela pode até não entender, mas pode (e deve) respeitar.

O poliamor consiste em amar várias pessoas sem enganar ninguém.

E tu, como te sentirias se te propusessem um relacionamento poliamoroso?

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