Porque cai mais cabelo no Outono?

Porque cai mais cabelo no Outono?

A mudança de estação com o fim do Verão e a chegada do Outono pode causar uma maior perda de cabelo do que seria normal noutras alturas do ano, a que geralmente chamamos de queda de cabelo sazonal. É um fenómeno natural que acontece repetidamente todos os anos e que coincide com a queda das folhas e frutos.

Este ano (não é novidade para ninguém), o Outono chegou mais tarde.

Acordar e ver vários fios na almofada, perceber a enorme quantidade de cabelo que cai durante o banho ou simplesmente constatar os cabelos  que caíram depois de pentear o cabelo, são situações que assustam e tiram o sono a qualquer uma. No entanto, segundo os dermatologistas, é normal perder de 100 a 150 fios de cabelo durante o dia. Mas nalgumas épocas do ano, como o Outono – que oficialmente começou há pouco menos de um mês –, essa queda pode ser maior e chegar até (pasmem!) aos 600 fios por dia.

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A queda é parte natural do ciclo de vida dos cabelos, que consiste em fases de crescimento (denominada fase anágena e tem duração de 2 a 4 anos, podendo durar até 8 anos), repouso (também chamada de fase catágena, tem duração média de 3 semanas) e queda (constitui a fase telógena, que tem duração de 3 a 4 meses).

Este tipo de queda bastante comum é conhecida como eflúvio telógeno e pode durar de 1 a 3 meses. O termo telógeno refere-se à fase de queda do cabelo, portanto o que ocorre que os fios já estavam prontos para cair, mas ao invés de caírem aos poucos, caem de forma excessiva.

Mulheres com cabelos compridos percebem com mais frequência esse fenómeno, mas os homens também sofrem com a perda dos cabelos. Muitas mulheres, inclusive, ficam com receio de lavar o cabelo com a mesma frequência com medo de aumentar a queda dos fios. Não lavar os cabelos por um período mais longo aumenta a oleosidade e pode causar doenças, como a dermatite seborreica (caspa), que aumenta ainda mais a queda. Os fios acumulam-se e vão-se soltar na próxima lavagem, deixando a pessoa ainda mais preocupada com a quantidade perdida.

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Relação queda x clima

Com a chegada do Outono/Inverno, cai a incidência de luminosidade e as temperaturas ficam cada vez mais baixas. Com menos horas de sol as células produtoras de melanina produzem menos deste pigmento, diminuindo a cor e o brilho dos cabelos. Além disso, as pessoas tendem a proteger-se do frio e acabam evitando o contacto com os raios solares.

Para piorar, nesta época há um aumento da temperatura da água do chuveiro e isso promove alterações tanto na estrutura dos fios de cabelos como no couro cabeludo. Os cabelos tornam-se mais frágeis e quebradiços e o couro cabeludo fica mais oleoso. Para compensar estes factos, ocorre um abuso no uso de secadores de cabelos, cremes e “leave in” que podem provocar irritações no couro cabeludo.

Alopecia

Há também outro tipo de queda de cabelo, onde não se nota tanto a queda, mas sim os cabelos mais “ralos”. Esse quadro, chamado de alopecia androgenética, geralmente é um processo longo. Os fios ficam extremamente finos e o couro cabeludo fica mais visível. Para não ficares com dúvidas, é importante procurar um especialista e analisar  a saúde do teu cabelo. Muitas mulheres acabam por optar por receitas caseiras ao invés de procurar um especialista, o que pode piorar o quadro de queda.

O primeiro passo é ir a uma consulta de dermatologia,  onde será avaliada toda a história clínica e o exame físico, que pode ser complementado com a tricodermatoscopia (exame relativamente simples, não invasivo, realizado com um aparelho chamado dermatoscópio). Nalguns casos o médico poderá solicitar exames laboratoriais: avaliação hormonal, hemograma completo, dosagem de vitaminas e minerais e, nalguns casos, biopsia da pele do couro cabeludo para definir o diagnóstico e o tratamento adequado. O tratamento é composto, basicamente, por medicação oral e tópica, shampoos e mesoterapia capilar (injecções intradérmicas aplicadas no couro cabeludo.

Existem receitas caseiras com fama de “milagrosas” que não funcionam, como colocar pílulas anticoncepcionais, ampolas de vitaminas e remédios destinados ao uso veterinário no shampoo.

Agora, cuidado! A mistura de remédio e cosméticos pode ser perigosa e é impossível prever quais serão os efeitos de seu uso, já que não há estudos científicos dessas “fórmulas”.

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