Cinco mitos sobre a alimentação vegetariana

Cinco mitos sobre a alimentação  vegetariana

Acredita-se que não acrescenta proteínas e que não é boa na gravidez. A chave é sempre consultar um nutricionista.

Estes cinco mitos costumam-se repetir quando se pensa em alimentação vegetariana. Nos casos em que se opte pela dieta frugívora (frutos), macrobiótica (cereais) ou vegan (só alimentos vegetais) é necessário consultar um nutricionista.

  1. Os vegetarianos sempre têm estilos de vida alternativos

É incorrecto. As dietas vegetarianas são adoptadas por milhares de pessoas em todo o mundo. Embora no início pudessem estar associadas a razões éticas e mudanças no estilo de vida, hoje, muitas pessoas que querem melhorar o seu estado de saúde optam por uma alimentação vegetariana.

  1. As alimentações vegetarianas implicam deficits nutricionais

É falso. Todas as alimentações vegetarianas bem planeadas são saudáveis e nutricionalmente adequadas. Inclusive a alimentação vegetariana pode contribuir para a redução da incidência de doenças crónicas, como diabetes, obesidade ou cancro. Ainda assim, toda a restrição dietética pode envolver um risco de deficiências nutricionais, se não planeada adequadamente. Uma alimentação ovolactovegetariana e alimentação vegan pode representar um risco de deficiência de vitamina B12, iodo e vitamina D, mas se a alimentação for bem planeada e organizada, não tem que envolver qualquer risco nutricional.

Padrões dietéticos vegetarianos mais restritivos (frugivorismos ou macrobióticos)  podem gerar mais riscos nutricionais. Por esta razão, é muito importante consultar um nutricionista para planear e organizar a alimentação, para quem quer levar um estilo de vida vegetariano.

  1. As alimentações vegetarianas não fornecem proteínas suficientes

Na verdade, a alimentação que inclua ovos e lacticínios pode cobrir sem problemas as  necessidades de proteínas nos adultos e crianças. Para uma alimentação vegan, incorporar alimentos vegetais substitutos da proteína animal, tais como soja (tofu, miso, e outros derivados), juntamente com os alimentos, como cereais, legumes e frutos secos combinadas adequadamente asseguram a ingestão de proteínas na alimentação.

  1. A alimentação vegetariana não é boa na gravidez

Uma alimentação vegetariana bem planeada é adequada para todos os ciclos de vida, incluindo a gravidez e lactação. A gravidez requer controles analíticos que todas as mulheres – vegetarianas ou não – devem realizar. É provável que a mulher gestante vegetariana deva tomar suplementos durante a gravidez, como vitamina B12 e ácido fólico, além de seguir os controles analíticos recomendados pelo seu ginecologista.

  1. A alimentação vegetariana é sempre saudável

Não é bem assim. Uma alimentação vegetariana pode ser tão desequilibrada  nutricionalmente como uma alimentação não vegetariana. Isso ocorre porque existem múltiplos alimentos de origem vegetal ricos em gorduras ou gorduras saturadas e açúcares, de maneira que nem sempre seguir uma alimentação vegetariana significa comer de forma saudável.

Muitas dietas vegetarianas podem ter excesso de calorias, alto teor de gordura e açúcar, se abusarmos em demasia de alimentos como bolachas, bolos, preparados ricos em carnes gordas, cereais matinais açucarados, mel, açúcar e bebidas açucaradas, óleo, margarina, gelados e aperitivos (os famosos salgadinhos).

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