Cortei o cabelo, fiz franja como sempre sonhei, e…Adorei

Cortei o cabelo, fiz franja como sempre sonhei, e…Adorei

Cortei o cabelo, fiz franja como sempre sonhei, e...Adorei

OPINIÃO – Não vos vou mentir nem andar com paninhos quentes: a indecisão e a incerteza foram as minhas piores inimigas durante muitas noites… Mas decidi escrever este post para animar as mais conservadoras e indecisas.

Quando sempre tiveste cabelos compridos, geralmente sem forma e sem manutenção de qualquer tipo (além do shampoo e amaciador), qualquer alteração mínima é apresentada como um autêntico assunto de Estado. E se não se encaixa como a foto? E se eu me arrepender? Ou pior, e se eu ficar como a Emma Roberts? Cada um desses pensamentos passou pela minha cabeça à alguns dias atrás, quando finalmente decidi fazer o corte que sempre quis. Na verdade, finalmente decidi dar o passo e fiz isso num salão de cabeleireiro onde nunca tinha ido.

Alguns de nós vivem a vida até o limite, e porque eu o fiz…Bem, digamos que vos aconselho a manterem-se fieis aos vossos cabeleireiros.

Mas vamos voltar ao inicio.

Depois de muitas madrugadas a divagar com a ideia de um corte de cabelo revolucionário e muitas horas perdidas no Pinterest, optei por uma franja comprida e um long bob (acho que quase foi uma lavagem ao cérebro).

Desnecessário dizer que, quando chegas com essas referências ao cabeleireiro, olham para ti com os olhos “Claro que sim, querida”, mas eu estava preparada. Então o mais fácil foi recorrer directamente aos arquivos gráficos, que são algo úteis num smartphone (além de disfarçar e não ter que falar com o cabeleireiro).

O momento de enfrentar a franja excitou-me e aterrorizou-me em partes iguais. Porque não é inteiramente verdade que nunca tive franja. Na verdade, eu experimentei-a quando tinha 17 anos. E quando eu uso a palavra “experimentei” é de forma literal, porque sim, eu mesmo a cortei na altura.

Daí o meu nervosismo e indecisão antes do resultado final.

Estava já à 40 minutos sob a melodia dos secadores quando outro cabeleireiro me veio perguntar o que eu podia fazer porque “o loiro do cliente estava a ficar alaranjado”. Enquanto isso, ainda imersa no cabelo molhado que cobria o meu rosto pronto para ser cortado, respirei fundo e olhei muito para o rosto de Kate Moss no ecrã tela do telemóvel.

Cortei o cabelo, fiz franja como sempre sonhei, e...Adorei

E então, quando comecei a vislumbrar o meu futuro como eremita, caí em algo que mal havia notado. O tema da franja havia deixado para segundo plano a segunda das perguntas, o comprimento do cabelo.

O cabelo sempre foi um dos meus pontos fortes e renunciar implicava também um momento de libertação e, vais-me permitir esgotar o termo um pouco mais, empoderamento. Uma maneira de dizer ao mundo que eu não precisava das imposições sociais para me sentir confortável comigo mesma (vejamos, eu não estava a rapar o cabelo, mas sou bastante intensa). Era possível que esse novo corte não se adaptasse ao meu dia a dia uma vez que a magia do salão de beleza fosse por água abaixo.

Enquanto isso, o cabeleireiro insistiu que eu ia ficar muito bem. Usava uma daquelas tesouras de dentes com as quais é difícil saber exactamente o que está a cortar e notei como os meus olhos estavam instintivamente indo para as mãos dele.

Foi então que, depois de algumas madeixas de cabelo e uma senhora com o cabelo pintado de laranja, o resultado começou: a secagem. Este é o ponto alto. O tudo ou nada. A verdade do que realmente aconteceu no meu cabelo é descoberta sob o canto do secador. É aqui quando o cabelo retorna ao seu comprimento normal (com o volume e as ondas definidas) para mostrar o resultado final.

O cabeleireiro insistiu que eu ia ficar muito bem

Ainda estava encrespado, mas já conseguia ver o resultado. E… Surpresa! Contra todas as probabilidades, o final desta história é feliz. A franja está perto o suficiente do que eu estava à procura e o corte do meu cabelo é imperceptível para um olho inexperiente.

Vários dias se passaram desde então e os meus amigos elogiaram a mudança, apesar de não confiar em muitos deles, mas alguns fizeram-no Sábado à noite de e dizem que “bêbados e crianças não mentem”. Então acredito neles. Em geral, na vida com franja, tudo é a favor (principalmente porque eu não tenho mais um cabelo sem forma), mas também encontrei alguns contras que é importante considerar se queres e te vais aventurar nesta viagem.

A primeira coisa que deves ter em conta é que a humidade é hoje o teu pior inimigo. Se um dia chove (ou vai chover) e, como eu, tens cabelos ondulados, tens uma alta probabilidade de acabar por te arrependeres. Mas passa ao lado: no resto dos dias, o corte adapta-se muito bem. Cortei o cabelo, fiz franja como sempre sonhei, e…Adorei

Segundo: tens de secar a franja desde cima (como se a fosses esmagar) se quiseres que fique no seu lugar. Cortei o cabelo, fiz franja como sempre sonhei, e…Adorei

Terceiro: estás condenada a lavar o cabelo todos os dias até ao fim dos teus dias (com franja). Desculpa a sinceridade, pelo menos no meu caso, não consegui explorar os benefícios do second day hair.

Por Deus, não cortes a tua própria franja!!!!

E, por último e mais importante: as vezes em que ias ao cabeleireiro uma vez por ano acabaram. Se não fores pelo menos uma vez a cada mês e meio, as chances são de que acabas por parecer um Yorkshire se quiseres ver por onde andas. Porque tu sabes, podes sair da cidade, mudar de carreira ou fazer uma tatuagem, mas, por Deus, não cortes a tua própria franja!!!! Cortei o cabelo, fiz franja como sempre sonhei, e…Adorei

Sofia Castro

Imagens: divulgação Cortei o cabelo, fiz franja como sempre sonhei, e…Adorei .
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