Desfiles virtuais como alternativa para o futuro?

Desfiles virtuais como alternativa para o futuro?

Desfiles virtuais como alternativa para o futuro?

O primeiro desfile de alta costura feito inteiramente em casa acaba de ter lugar, com modelos e designers famosos. Um facto: as roupas foi o menos importante.

O British Fashion Council anunciou no final de Abril que criaria uma “plataforma cultural de moda” sem género para os estilistas usarem como melhor o entenderem durante os dias da semana de moda masculina em Londres, de 12 a 14 de Junho. Xangai e Moscovo foram digitalizadas para as suas semanas de moda no final de Março e Abril.

Ermenegildo Zegna, renuncia inteiramente à sua antiga agenda e realiza o seu próprio evento digital em Julho, para o qual tem uma palavra completamente nova: “phygital” (espaço físico e tecnologias digitais).

O que tudo isso significa?

Na sexta-feira, finalmente conseguimos entender para onde os desfiles de moda poderiam ir.

O evento foi o Fashion Unites, uma edição da CR Runway transmitida no YouTube. O desfile de moda liderado por Carine Roitfeld, ex-editora francesa da Vogue e musa de Tom Ford, e o seu filho Vladimir Restoin Roitfeld, presidente e CEO da CR Fashion Book Ltd., com o objectivo de arrecadar dinheiro para o fundo amfAR que luta contra Covid-19. Foi aclamado como o “primeiro desfile de alta costura feito inteiramente a partir de casa”.

A principal diferença entre esse desfile com os restantes já feitos digitalmente é que foi uma transmissão ao vivo de um evento real.

Em vez disso, podemos compará-lo com os vários especiais musicais que proliferaram nas últimas semanas, cheios de celebridades e artistas, como o “Heart Living Room Concert for America” de Elton John e o especial “One World: Together At Home – Global Citizen”, organizado por Lady Gaga.

Olivier Rousteing de Balmain, Pierpaolo Piccioli de Valentino, Virgil Abloh de Off-White e Louis Vuitton estavam presentes, enviando mensagens de segurança e amor.

As modelos Karlie Kloss, Winnie Harlow, Stella Maxwell e Joan Smalls exibiram looks diferentes de seu próprio guarda-roupa, de casa.

Não há dúvida de que será o primeiro de muitos, estabelecendo um precedente para como serão os desfiles de moda digitais no futuro.

“O que me encantou nesta oportunidade foi não estarmos a transmitir as passarelas de Paris ao vivo, e sim mostrando o poder da moda na sala, na cozinha ou na porta da frente”, disse o jornalista Derek Blasberg.

A passarela ao vivo de Giorgio Armani para o outono de 2020, bem como outros conteúdos de vários criadores de conteúdo no YouTube, estabeleceram um novo modelo de como transmitir a emoção da moda online.

“Uma das coisas mais empolgantes de trabalhar neste projecto com Carine e sua equipe é a ideia de que ainda podemos ter desfiles de moda, ainda podem ser óptimos e super convincentes se pensarmos fora da caixa e apresentar um conceito totalmente original”.

Imagens: divulgação Desfiles virtuais como alternativa para o futuro? . .
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