Está o sector da saúde preparado para os millennials?

Está o sector da saúde preparado para os millennials?

Está o sector da saúde preparado para os millennials?

Tem-se falado constantemente sobre a geração do milénio (os chamados millennials) em muitos sectores, uma geração de pessoas nascidas entre 1982 e 2004.

O crescente interesse em saber como se comportam para extrapolar os seus hábitos de compra tem sido uma das preocupações das agências e clientes nos últimos anos.

E esta geração tem sido um novo paradigma contra o que foi feito, uma nova forma de comunicação que ainda é reinventada hoje. Os média convencionais deixaram de ser o eixo principal para dar todo o destaque aos média online, a infinidade de novas plataformas digitais explodiu na paisagem actual e está mais segmentada do que nunca.

Partimos da premissa de que o modo de consumir mudou completamente. O meio digital tornou-se na sua principal ferramenta para gerar a tomada de decisões que está sempre alinhada ao seu estilo de vida. A amplificação do discurso e a democratização da palavra fez que seja uma geração com poder de influência sobre qualquer sector que não se viu até ao momento.

Está o sector da saúde preparado para os millennials?

Com eles nasceu o consumo colaborativo que está a afectar a estrutura dos sectores de negócios que nunca tinham pensado numa mudança de paradigma como o que estão a viver, alguns exemplos conhecidos são Uber e Airbnb, modelos de negócios que alguns anos atrás tivemos descrentes se tivessem previsto o futuro das estruturas como solventes e seladas como o táxi ou o comércio da hotelaria.

É por isso que é essencial que o sector de saúde e bem-estar trabalhe para implementar iniciativas que realmente ofereçam soluções para os problemas desta geração na área da saúde, não apenas ferramentas digitais que em muitos casos são criadas “ad hoc” para projectos, mas também ferramentas com viagens que suponham uma melhoria na qualidade de vida nesses usuários. Que sejam capazes de se manter ao longo do tempo, que ofereçam imediatismo e proximidade.

A priori, acho difícil pensar numa plataforma com essas características que é difundida entre os millennials no sector da saúde.

Somente com o desenvolvimento deste tipo de iniciativas pelo sector despontará a nível nacional, favorecendo a transparência, participação e comunicação das empresas com essa geração que está cada vez mais preocupada com a saúde e a levar um estilo de vida saudável.

Está o sector da saúde preparado para os millennials?

O sector depara-se com o desafio de canalizar todas as informações da rede de forma precisa e em tempo real, de modo que todos os usuários que procuram informações relacionadas com a saúde tenham em conta a veracidade da fonte e não tenham que estar a olhar para informações que não sejam verdadeiras, sem nem sequer o saber.

Além da digitalização das soluções, esforços devem ser feitos para:

  • Demonstrar um verdadeiro compromisso social do sector isto porque, de acordo com Nielsen, 4 em cada 10 consumidores estão dispostos a pagar mais pelos produtos de empresas socialmente comprometidas.
  • Ser uma parte activa da marca, favorecendo a escuta deste alvo através das redes sociais, adaptando-se às novas redes onde se comunicam e não apenas ao Facebook e Twitter. Está o sector da saúde preparado para os millennials?

Depois de compartilhar estas pequenas pinceladas, reflicto e penso: estamos realmente preparados para enfrentar a mudança digital? Quem a vai liderar? Seremos capazes de dar soluções reais e imediatas, adaptando-nos ao perfil dos nativos digitais?

Estamos a enfrentar um desafio real que leva tempo a reclamar o seu lugar e precisamos oferecer soluções digitais que resolvam problemas reais, levando em conta três pilares fundamentais da nova comunicação: rapidez, proximidade e transparência.

Mariana Amorim

Imagens: divulgação Está o sector da saúde preparado para os millennials? .
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