A influência da Geração Millennial na actualidade

A influência da Geração Millennial na actualidade

As pessoas nascidas a partir da década de 1980 conquistam um espaço cada vez mais expressivo na sociedade, não simplesmente em função da idade, mas sim por causa das suas atitudes. Millennial ou Geração Y é o nome dado ao grupo formado por esses indivíduos, que cresceram num mundo altamente tecnológico, virtual e ligado pelas redes sociais (ou seja, mais do que globalizado) e com acesso muito facilitado à informação — inclusive em tempo real —, que pode ser obtida sem qualquer problema na palma da mão, via smartphones e outros gadgets.

Trata-se de uma geração bem informada e, como não poderia deixar de ser, bastante crítica e questionadora. Geração que representa um índice superior a 20% da população mundial, com poder de compra na casa dos 2,45 triliões de dólares e, de acordo com a revista Forbes, somente nos Estados Unidos, irão compor metade da força de trabalho em 2020.

Algumas definições ainda consideram os nascidos até ao ano 2000, mas o facto é que os chamados millennials são considerados também a geração jovem mais influente que já existiu.

Essa geração, que veio depois dos baby-boomers (nascidos entre 1946 e 1964) e da Geração X (nascidos entre 1967 a 1977), é também considerada a mais influenciadora de outras faixas etárias, que abarcam as pessoas um pouco mais novas e um pouco mais velhas do que os millennials.

São, também, inquietos – estão sempre em busca de novidades e nunca se acomodam ou defendem causas e marcas se não se sentirem totalmente representados por elas. Segundo estudos recentes, 99% desses jovens dizem que só se mantêm envolvidos em actividades de que gostam, e 96% encaram o trabalho como uma ferramenta de realização pessoal – e já não uma necessidade ou obrigação. Essa inquietude reflecte-se também no mercado de trabalho: 56% dos profissionais desta geração querem ser promovidos no espaço de um ano.

Os millennials tendem a priorizar experiências em vez de compras materiais: 72,9% dizem que seu maior sonho é viajar e conhecer outras culturas ao redor do mundo; 43% esperam ganhar o suficiente para ter uma vida confortável; menos de 10% afirmam querer enriquecer; os outros 43% esperam poder obter pequenos luxos nos seus futuros.

Uma geração tão plural quanto a Y, com enorme acesso a informações sobre tudo – e praticamente em qualquer lugar – não é tão fácil de ser convencida por discursos e anúncios. Os millennials são exigentes e estão sempre atentos: para eles, uma compra não representa apenas uma compra; significa principalmente valores éticos que eles querem passar para o seu círculo social, dentro e fora das redes sociais.

De acordo com dados da Edelman, sete entre cada dez pessoas afirmam-se leais às marcas que admiram, porém a sua grande maioria (97%) também afirma não gostar de atitudes, produtos e serviços que sejam considerados por eles como anti-éticos. Ou seja: para serem consideradas relevantes para a geração Y, celebridades e marcas têm que trazer consigo um discurso com posicionamentos claros sobre assuntos como sustentabilidade, racismo e homofobia.

Para ser uma marca relevante e lembrada no dia a dia dos seus clientes e potenciais clientes, conhecer os seus hábitos e estilo de vida é fundamental.

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