Magreza excessiva nos modelos franceses pode dar prisão

Magreza excessiva nos modelos franceses pode dar prisão

O Diário da República do estado francês publicou uma lei que revolucionou a indústria da moda. No mesmo, incluem-se algumas leis as agências e os modelos devem cumprir a fim de evitar pesadas sanções: as modelos deverão apresentar atestados médicos que garantam que o seu índice de massa corporal (IMC) se insere no saudável e as imagens retocadas para ganhar ou perder peso ou ainda alterar a silhueta, devem mencioná-lo de forma explicita. Com estas medidas, o governo francês defende a saúde e melhora a imagem da sua moda.

A luta da França contra a anorexia

A magreza extrema imposta como um cânone nas passarelas foi debatido no Parlamento francês em 2015, onde o deputado socialista  Olivier Verán  expôs “os perigos da apologia da desnutrição e a exploração comercial de pessoas que põem em perigo a sua saúde” acrescentando que “os modelos são o espelho onde se olham as jovens, o que supõe um perigo ainda maior”. Após a intervenção do deputado, o ministro da Saúde adoptou em 2016 dois decretos que penalizavam a apologia da anorexia, apesar de não ter sido até agora que a moda francesa tem sido afectada

Magreza excessiva nos modelos franceses pode dar prisão.

Como afectará este regulamento a indústria da moda?

A partir de agora os modelos que desfilem na França devem provar, através de um  relatório médico, que se encontram num óptimo estado de saúde. Este estado será avaliado com o Índice de Massa Corporal (IMC), um indicador que relaciona o peso da pessoa com a sua altura e é considerado um padrão confiável, que determina a  falta ou não de peso.

O atestado médico solicitado terá uma duração de dois anos e deve ser feito por um especialista em medicina do trabalho. Além da emissão deste atestado, o profissional de saúde deve estudar outros parâmetros, tais como a idade do modelo, a regularidade da menstruação e historial médico.

As agências ou empresas que contratem mulheres com um IMC inferior à recomendada estão sujeitas a a multas até 75.000 euros e seis meses de prisão efectiva.

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