Moda no Reino Unido ressente-se com o Brexit

Moda no Reino Unido ressente-se com o Brexit

O Reino Unido acentuou a crise do “brick”. Em 2016, o país registou pelo sétimo ano consecutivo um maior número de encerramento de lojas do que aberturas. As cadeias de moda, aquelas que têm mais de cinco estabelecimentos, fecharam o ano passado um total de 5.430 pontos de venda, enquanto que abriram apenas 4.534 lojas.

O resultado foram 900 encerramentos em 2016, quase o dobro dos que ocorreram um ano atrás, de acordo com um relatório da PwC y Local Data Company (LDC). A moda e os grandes armazéns foram duas das categorias que mais encerramentos protagonizaram. Estas duas categorias foram responsáveis por 320 encerramentos no país.

A perda de protagonismo da moda nas ruas britânicas foi um resultado do encerramento de 120 estabelecimentos em Austin Reed, de 77 lojas da cadeia local Store Twenty One ou as 132 lojas de departamento BHS.

Neste sentido, os autores do relatório apontam que estes encerramentos estão a transformar o centro das cidades britânicas. O vazio deixado pelas marcas de moda está a ser ocupado por ginásios, lojas de cigarros electrónicos, cafés e restaurantes de fast food. A única categoria de moda que aumentou o número de estabelecimentos no Reino Unido no ano passado foi a joalharia.

O estudo enfatiza que as áreas comerciais das cidades estão a mudar com uma oferta mais vinculada ao lazer e experiência, enquanto que a moda está-se a mover  rapidamente para online. Os autores sublinham que esta é uma transformação estrutural que vai além de uma queda temporária no consumo.

O relatório conclui ainda que a transformação vai abrandar em 2017, embora sejam esperados encerramentos perante a debilidade de marcas como Brantano, Jones Bootmaker, Agent Provocateur e Jaeger.

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