O biquíni que reabre a controvérsia sobre moda low cost

O biquíni que reabre a controvérsia sobre moda low cost

O biquíni que reabre a controvérsia sobre moda low cost

A marca Missguided já esgotou o stock da controversa peça

No meio da era da produção sustentável, do consumo responsável e da luta contra o plástico, o mundo da moda, e especialmente o da fast fashion, está novamente no centro das atenções e torna-se objecto de crítica. O culpado? Um biquíni que custa pouco mais de um euro.

Tendemos a pensar que o mercado de roupas a preços acessíveis e em constante mudança é quase exclusivo da Inditex, mas a verdade é que não é assim. Nas últimas décadas, as ruas das grandes metrópoles (e o seu espaço virtual correlativo) foram preenchidas com esse fenómeno.

Consumidores exigentes

Tratam-se de novas lojas e marcas que surgem sob a protecção do que os novos consumidores exigem: novidades constantes ao menor preço possível. Isto é o que tem sido chamado fast fashion (devido à sua velocidade de produção), ou low cost (devido ao baixo preço das suas peças).

 

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Não isentas de controvérsias, essas firmas tornaram-se o foco habitual de críticas pela sua baixa ética de trabalho e pelos seus grandes danos ao planeta. O último caso? Um simples biquíni assinado pela marca inglesa Missguided. O seu preço, uma libra (1,20 euros aproximadamente) desencadeou a fúria nas redes.

Tanto o público em geral quanto várias ONGs denunciaram os problemas envolvidos na venda de uma peça de roupa por um preço tão ridículo, como salários baixos para os trabalhadores, consumo inconsciente e excessivo ou consequências para o meio ambiente.

Mas a verdade é que, apesar da controvérsia, o biquíni em triângulo preto já esgotou e teve que ser substituído perante a demanda.

Dada esta circunstância interrogamos-nos: de quem é a culpa realmente?

Imagens: divulgação O biquíni que reabre a controvérsia sobre moda low cost
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