Preparação para viagens longas

Preparação para viagens longas

Preparação para viagens longas

Verão é sinónimo de férias, que por seu lado significa tempo de lazer, passeios, viagens, praia, campo, etc.

É sobretudo nesta altura do ano que procuramos um local refúgio para “recarregarmos” as baterias e preparar-nos para mais um ano de trabalho. E se na maioria dos casos esse local é por excelência a praia, também um facto que muitas vezes optamos por locais mais afastados, como ainda o estrangeiro.

Perante uma longa viagem, nomeadamente ao estrangeiro (e não só) devemos ter presentes uma série de precauções:

1 – Preparar um kit de primeiros socorros:
  • Um desinfetante e material de cura de fácil aplicação
  • Cremes solar
  • Repelentes de mosquitos
  • Medicamentos contra a malária
  • Sais de hidratação oral

Os viajantes devem consultar o médico sobre se devem levar consigo antibióticos ou preparados antidiarreicos.

Preparar um kit de primeiros socorros
Preparar um kit de primeiros socorros

Se vão permanecer durante um longo período em zonas remotas devem consultar uma pessoa que os possa aconselhar sobre o conteúdo do seu kit de primeiros socorros.

Se prevemos que temos de nos administrar um medicamento injectável, devemos levar seringas e agulhas descartáveis.

2 – Idades com mais perigo:

Quando os viajantes são pessoas de idade ou crianças, é necessário ter precauções especiais, como a protecção contra o sol e o calor, principalmente em países tropicais com risco de insolações e desidratação.

Em mudanças ou voos de longa duração, principalmente em pessoas de idades avançadas, é conveniente fazer exercícios de mobilidade que o meio permita (mudanças de postura, caminhar até ao WC, etc.)

As crianças adaptam-se, geralmente, melhor que os adultos às mudanças de horário e de clima. Mas a sua resistência às doenças é menor. Um estado de desidratação aguda pode provocar a morte da criança em poucas horas.

3 – Cuidado com os alimentos.

Devemos ter cuidado com o que comemos. A diarreia é a doença mais frequente nas viagens internacionais.

A melhor forma de nos protegermos é seleccionar e preparar com cuidado os alimentos e bebidas.

Lamentavelmente, um bom aspecto não garante que um alimento seja seguro, visto que apesar de bom aspecto pode estar contaminado.

Não devemos ingerir legumes crus, e temos de ter especial atenção às saladas. As hortaliças a consumir, se frescas, têm de estar meia hora em água tratada com hipoclorito de sódio (lixívia apta para o consumo humano, sem detergente nem perfumada) uma ou duas gotas por litro de água (cuidados com a água).

Cuidado com os alimentos
Cuidado com os alimentos

As carnes e o peixe devem ser consumidos suficientemente cozinhados. Não devemos ingerir moluscos crus (marisco, mexilhões, amêijoa, berbigão, etc.).

Recomenda-se consumir só fruta sem casca ou lavada com água apta para consumo humano e umas gotas de lixívia.

Temos de ter especial atenção às confeitarias e às gelatarias pois são locais onde os produtos facilmente contaminados.

Não devemos consumir leite nem os seus derivados sem estarem devidamente pasteurizados (no caso do leite, fervido)..

4 – Cuidados com a água

Tendo em conta que a água é um potencial transmissor de doenças infecciosas,  é recomendável beber água que ofereça suficientes garantias ou água engarrafada  (de preferência), a qual deve ser aberta à nossa frente.

Não aceites cubos de gelo nas bebidas já que podem estar preparados com água contaminada.

Devido ao clima que existe nos países tropicais, é aconselhável ingerir líquidos em abundância, não açucarados.

Os refrescos, as bebidas engarrafadas oferecem maior garantia e segurança pela sua elaboração e as bebidas quentes, chá ou café, pela temperatura que se sujeitam.

No caso de águas potencialmente perigosas, podem ser tratadas facilmente como indicamos a seguir:

Cuidados com a água
Cuidados com a água

TRATAMENTO DE ÁGUA POTENCIALMENTE PERIGOSA.

FERVURA:  Durante 10 minutos arejar para melhor sabor.

DESINFECÇÃO:  2 gotas de lixívia*/litro esperar 30 minutos antes de consumir.

*A lixívia (hipoclorito de sódio puro) não pode ser detergente nem perfumada.

5 – Alterações digestivas

As modificações em condições de alimentação, os horários, o ambiente, etc., produzidos durante a viagem, podem desencadear alterações digestivas.

  • Diarreia do viajante

Doença de que, lamentavelmente, mais padecem os viajantes, sobretudo os que se deslocam a zonas não desenvolvidas. A origem costuma ser a ingestão de alimentos em más condições, pelo que a melhor prevenção está num bom cuidado com os alimentos e as bebidas.

O uso preventivo de antibióticos não é recomendado. Algumas pessoas com problemas de saúde podem precisar; nestes casos mas devem ser administrados nas doses e pausas de administração que forem prescritas pelo médico.

  • Prisão de ventre

Pode produzir-se por transgressões alimentares e modificações nos hábitos alimentares, como também pela imobilidade prolongada nos assentos de um veículo.

  • Dores de estômago

Aparecem normalmente em pessoas propensas a abusar dos condimentos alimentares, bebidas alcoólicas e frutas ácidas.

Na maioria dos casos basta restabelecer o equilíbrio: uma dieta apropriada resolve o problema.

Vacinas e prevenção
Vacinas e prevenção
6 – Vacinas e prevenção

A vacina é uma ajuda muito importante na prevenção de doenças infecciosas.

Os viajantes podem ser vacinados contra algumas doenças.

A selecção das vacinas para uma determinada viagem depende da situação de saúde concreta do país que vai visitar, das doenças endêmicas que lhe afectem, das características da viagem (não corremos os mesmo riscos numa viagem de aventura que numa viagem bem organizada e não é a mesma coisa uma viagem a uma zona rural que a uma zona urbana), da duração da mesma, da situação geral de saúde do próprio viajante e do tempo disponível antes da viagem.

Imagens: divulgação Preparação para viagens longas . .
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