São menores, posam como adultas… São as sexygrammers

São menores, posam como adultas… São as sexygrammers

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Modelos, actrizes e apresentadoras fazem-no diariamente; despir-se nas redes sociais – física ou emocionalmente – tornou-se comum. No entanto, as fotos “hot” não são para o resto das mortais

É perigoso, mas real. Crianças e adolescentes seguem-nas como devotos fiéis. Personalidades dizem que “posam como prostitutas”. E muitas pessoas nem sabem que elas existem. São as sexygrammers de menor idade, meninas muito jovens que usam as suas contas no Instagram para posar imitando as sexygrammers adultas mais conhecidas e sensuais, como Emily Ratajkowski ou Alexis Ren. A favor do fenómeno estão aqueles que dizem que não há nada de errado com o que elas fazem, que a perversão está nos olhos daqueles que de quem as vê. Contra… argumentos de todo o tipo.

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Emily Ratajkowski – modelo, actriz, feminista e designer – é a mais conhecida e seguida sexygrammer do mundo

Analisamos comentários de especialistas, desde psicólogos a políticos, passando por sociólogos e antropólogos. E as suas respostas foram unânimes.

A sociedade actual

A sociedade de hoje tende a ser exibicionista e a privacidade entende-se de maneira diferente. Não nos confirmamos em mostrar (apenas) o nosso dia a dia nas redes, cada vez vamos mais longe e uma vez a linha entre o público e o privado apagada, entramos completamente na faceta mais íntima.

O fenómeno “sexygrammers” cresce como espuma, afecta “pessoas comuns” e muitos adolescentes perderam o rumo e ficaram deprimidos com a falta de “likes” ao adoptarem atitudes insanas. Psicólogos alertam que essa tendência pode gerar transtornos de personalidade, tornando-se narcisistas, psicopatas e manipuladores. Além disso, a depressão pode ser detectada através de fotografias no Instagram, de acordo com um estudo publicado na revista “EPJ Data Science” e realizado por cientistas norte-americanos.

São menores, posam como adultas… São as sexygrammers
Captura de ecrã da conta da brasileira Jordana Lopes. Adolescente e sexygrammer’, que começou a enviar fotos para a sua conta com a idade de 13 anos
Em que consiste

São conhecidas como sexygrammers as usuárias do Instagram e cujas contas têm como principal conteúdo fotos de conteúdo da própria protagonista em atitudes mais ou menos erotizadas. É um fenómeno que deu origem a muitos debates sobre a hipersexualização das mulheres, e nas que as celebridades têm uma voz activa.

O principal problema? Cria-se uma distorção da realidade, estabelecendo a falsa crença de que a vida “virtual” vale mais do que a real, e que o que realmente importa é a percepção que os outros têm sobre nós.

Por que fazemos isso?

A maioria das celebridades vive da sua imagem, então mostrar o seu corpo é algo natural. Mas o que acontece quando pessoas comuns imitam esses comportamentos? O que acontece quando “a divulgação” domina a nossa vida?

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  • Sede de atenção. A necessidade de publicar algo (seja o que for) e “estar presente” nas redes sociais tem a ver com o sentimento de “se não público, eu não existo”. No entanto, psicólogos alertam que essa atitude pode levar a uma perda do distúrbio de identidade.
  • Para que todos possam me vejam e saibam que eu existo. O vício em selfies obedece a uma necessidade de auto-aceitação: querer sempre ser protagonista e, para o alcançar, procurar maneiras de chamar à atenção, independentemente do preço a pagar.
  • Procura de aprovação. Para obter mais likes ou comentários que geram uma sensação de aceitação. Durante a adolescência, desenvolve-se um sentimento gregário e uma necessidade de ser reconhecido, por isso é comum que nesta fase da vida seja quando mais publiquem nas redes sociais imagens nuas ou se tente compartilhar até à mais mínima actividade que realizam dia a dia, com o objectivo de obter likes ou comentários que geram um sentimento de aceitação.
  • Para mostrar. É típico de pessoas narcisistas, que vivem obcecadas com a sua própria imagem e como ela é percebida pelos outros. Esse tipo de pessoa procura a gratificação da vaidade e a admiração dos seus atributos físicos e intelectuais.
  • É também uma nova maneira de compartilhar o erotismo num casal.

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Acima de tudo deves ter em conta que tanto a reputação online quanto a identidade digital de cada pessoa se vão construindo em função do que esta publica. E quando alguém se expõe, está sujeito (para sempre) ao escrutínio e ao julgamento público. Mesmo hoje, é difícil refazer e apagar a trilha completamente. No caso das mulheres existe também um padrão muito mais XXX. De facto, há muita pressão sobre as jovens, porque se elas fizerem selfies com roupas sexy (e atitude) e, em seguida, enviá-las para algum perfil social, isso traz mais consequências negativas do que positivas. Especialistas apontam que esses comportamentos vão desde o exibicionismo até a necessidade de preencher lacunas emocionais.

Três investigações chave São menores, posam como adultas… São as sexygrammers

A ciência demonstrou que o vício em selfies gera comportamentos estranhos e afecta a nossa percepção da realidade e do estado mental, além de distorcer o relacionamento com os outros. Estas são as provas:

Um estudo recente da Universidade de Oregon chegou à conclusão que as mulheres que publicam fotos sensuais nos seus perfis sociais são consideradas menos competentes. O estudo demonstrou que não é o mesmo publicar uma imagem com um vestido vermelho sugestivo do que em jeans. A imagem “sexy” é identificada por uma mulher menos capaz ou inteligente, enquanto a foto em jeans a faz parecer mais atraente, sociável e próxima.

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Outro estudo da Universidade Wageningen da Holanda (“A fotografia das dificuldades e da solidão”) determinou que o excesso de selfies é um sintoma de pessoas com baixa actividade sexual. E ao expor a privacidade nas redes sociais, é feita uma tentativa de ocultar uma personalidade insegura e a sua falta de sexo. Além disso, o estudo – liderado pelo holandês Christyntjes Van Gallagher – assinalou que para cada 45 fotografias publicadas por mês, as pessoas só mantinham 2 relações sexuais. “Publicar selfies na Internet pode ser uma maneira de libertar a insatisfação sexual”, diz Gallagher.

Finalmente, cientistas da Universidade de Toronto demonstraram que pessoas que fazem selfies todos os dias consideram-se muito mais atraentes do que são. Isto é, estão apaixonadas por si mesmas. O trabalho publicado na revista “Social Psycological and Personality Science” também concluiu que as pessoas que constantemente divulgam fotos de si mesmas nas redes podem ter tendências psicopáticas e a serem manipuladoras.

E tu? Envias fotos sensuais para as redes? Vives obcecada pelos likes?

Imagens: divulgação São menores, posam como adultas… São as sexygrammers .
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