Sector têxtil regista 5 anos de crescimento ininterrupto

Sector têxtil regista 5 anos de crescimento ininterrupto

Conhecidos os valores do comércio internacional relativos a 2016, a indústria têxtil e vestuário portuguesa tem motivos para celebrar: por um lado, regista 5 anos de crescimento ininterrupto a nível de volume de negócios e exportações, por outro, antecipa em 4 anos, o cenário mais otimista, o “cenário ouro”, traçado pela ATP em 2014, no Plano Estratégico do Setor, que olhava, para 2020, esperando ter uma indústria geradora de 6,5 mil milhões de euros em volume de negócios, dos quais 5 mil milhões de euros seriam de exportações.

Ora, em 2016, atingimos 5.063 milhões de euros de exportações, com um crescimento de 5% face a 2015, segundo os dados provisórios do INE e, de acordo com as estimativas da ATP, o volume de negócios deste setor deverá ter rondado 7,3 mil milhões de euros, aumentando 5%.

Olhando ainda para as exportações de 2016, os produtos que registaram maiores crescimentos absolutos foram o vestuário e acessórios de malha (acréscimo de 227 milhões de euros; taxa de crescimento de 12%), as matérias-primas de algodão, incluindo fios e tecidos (acréscimo de 27 milhões de euros; taxa de crescimento de 19%) e os tecidos impregnados, revestidos, recobertos ou estratificados e artigos para usos técnicos de matérias têxteis (acréscimo de 21 milhões de euros; taxa de crescimento de 10%).

As exportações de vestuário representam 61% do total das exportações do setor, seguindo-se as exportações de matérias têxteis, com um peso de 25% do total e, por fim, as exportações de têxteis-lar e outros artigos têxteis confecionados, com um peso de 14% do total.

Quanto a destinos, a Espanha reforça a sua hegemonia, registando um crescimento de 12% e aumentando a sua quota, passando de 33% em 2015, para 35% em 2016, tendo sido, um dos países que maior crescimento absoluto registou (acréscimo de 196 milhões de euros); a França, continua a ocupar o segundo lugar do ranking, com uma quota de 12% e, embora tivesse registado um crescimento de cerca de 3%, diminuiu o seu peso no total, passando de 13% em 2015, para 12% em 2016; a Alemanha foi o segundo país que mais cresceu em termos absolutos (acréscimo de 26 milhões de euro), registando uma taxa de crescimento de 6% e mantendo a sua quota de 9%; o Reino Unido e os EUA ocupam, respetivamente, 4.º e 5.º lugar, mas sofreram perda de peso no total, com quedas de -1% para o Reino Unido e -7% para os EUA (não tendo, em ambos os casos, sido indiferente as novas circunstâncias políticas destes países); Itália, Holanda e Suécia, são os destinos que se seguem, todos com crescimentos absolutos e relativos assinaláveis (Itália: 12%, Holanda 15% e Suécia 20%).

Angola, que em 2015, figurava no 11.º lugar, foi o destino que maior queda registou, em termos absolutos (menos 27 milhões de euros, equivalente a uma taxa de crescimento de -45%).

Este um dos poucos setores que contribuem positivamente para o saldo de Balança Comercial Portuguesa. Em 2016, este contributo foi de 1.151 milhões de euros.

Fonte: MODtissimo – Porto Fashion Week
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